No Universo curvo de Einstein, aprendemos que é o movimento circular, que nos permite chamar dia ao dia e noite á noite. O rasto curvilíneo que fica nos céus com a passagem do astro rei, indicia o já há muito constatado – é a curva e não o angulo reto que prevalece.   

É a curva livre e sensual que encontramos na Natureza a escolhida para delinear o objeto arquitetónico a ser inserido no terreno em questão.  Ao movimento semicircular do sol a sul, contrapõe-se um volume também ele semicircular que enfatiza essa passagem e potencializa ao máximo a exposição solar no interior da habitação.

O volume curva-se e fecha-se sobre si próprio, vincando a intenção de se tornar opaco e impenetrável face ao arruamento público a norte. Por oposição, a sul, os espaços abrem-se e curvam-se perante o esplendor da passagem do sol.

Durante o Inverno o sol varre todos os espaços interiores ao longo de todo o semicírculo, cumprindo a sua função; no Verão, a pala ao longo do alpendre mantêm os envidraçados em sombra. 

Cria-se um pequeno anfiteatro circular natural abaixo do nível do solo que completa a abertura do volume a sul.

BRAGA

HELIUS HOUSE